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Proteína

Origem

Todos nós já ouvimos falar de proteína e de alguma forma qual a sua importância para o nosso organismo. Na verdade, a palavra proteína deriva do adjetivo grego “prōteios”, que significa “a primeira qualidade” oriundo de “protos” que significa “primeiro”, dando ênfase a importância desta molécula. Ainda que o autor deste termo não seja claro, o químico alemão Johannes Mulder foi um dos primeiros a utilizar este termo e desde então o mesmo permaneceu no tempo (1).

Mas então o que é a proteína?

De forma muito resumida, a proteína é uma molécula formada por uma cadeia de blocos, denominados aminoácidos, que interligados entre si formam um polipeptídeo ou uma proteína. A ligação de mais de 50 aminoácidos formam então uma molécula de proteína, além disso uma cadeia peptídica pode ter entre 50 a 1000 aminoácidos (2), isto só para percebermos a complexidade das proteínas.

Molécula de Proteína

Em termos estruturais as proteínas são “parecidas” com os lípidos e hidratos de carbono, pois todos contém átomos de carbono, oxigénio e hidrogénio. O que diferencia a molécula de proteína destes é que esta contém nitrogénio, enxofre e outros compostos em menores concentrações (2).

Aliás, uma vez que que o nosso corpo não consegue fixar o nitrogénio presente na atmosfera o consumo de proteínas é a forma pela qual mantemos o balanço de nitrogénio (3). Sim, existe nitrogénio na atmosfera e para que conste este representa cerca de 78% do ar que inalamos todos os dias sendo que o oxigénio, tão essencial para a nossa existência, apenas representa 21% do gás atmosférico (4).

Como é formada a proteína?

Para que sejam formadas as mais diversas proteínas o corpo humano precisa de 20 aminoácidos provenientes da alimentação. Destes 20 aminoácidos, 8 deles são considerados essências pois não podem ser sintetizados pelo corpo humano, no caso de crianças esta contagem sobe para 9 (2,3,5).
Desta forma existe a necessidade de consumir alimentos para que se possa obter os famosos aminoácidos essenciais. São eles, fenilalanina isoleucina, leucina, lisina, metionina, treonina, triptofano e valina (3). Já as crianças não conseguem sintetizar a histidina e apresentam uma capacidade reduzida para produzir arginina (2). Cada um deles desempenham funções essências no nosso organismo. Adicionalmente, o nosso organismo é capaz de sintetizar cisteína a partir da metionina e tirosina a partir da fenilalanina (2).

Classificação de Aminoácidos

Os restantes aminoácidos considerados não essenciais, são produzidos pelo organismo a uma velocidade que corresponde as nossas necessidades de crescimento normal e reparação de tecidos a partir de outros componentes já presentes no organismo (2). No entanto, dentro dos aminoácidos não essenciais existem alguns que em situações de emergência (stress ou doença) ou em fases específicas da vida não podem ser produzidos na quantidade necessária pelo nosso organismo, estes são os aminoácidos semi-essenciais ou condicionalmente essenciais, pois existe uma condição para que estes sejam necessários em maior quantidade (3,5). Atualmente a separação mais correta é aminoaciados essências, semi-essenciais e não essências, ver a figura em baixo para saber quais são estes aminoácidos.

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Referências

  1. Vickery HB. The Origin of the Word Protein. Yale J Biol Med. 1950 May;22(5):387–93.
  2. McArdle WD, Katch FI, Katch VL. Exercise Physiology: Nutrition, Energy, and Human Performance. Lippincott Williams & Wilkins; 2015. 1104
  3. Wu G. Amino acids: metabolism, functions, and nutrition. Amino Acids. 2009 May 1;37(1):1–17.
  4. Lyons TW, Reinhard CT, Planavsky NJ. The rise of oxygen in Earth’s early ocean and atmosphere. Nature. 2014 Feb;506(7488):307–15.
  5. Institute of Medicine, editor. Dietary reference intakes for energy, carbohydrate, fiber, fat, fatty acids, cholesterol, protein, and amino acids. Washington, D.C: National Academy Press; 2005. 1331

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